Cytomorphological analysis of cervical cytological smears of women aged over 60 years

Luana Backes; Lisiane Cervieri Mezzomo; Andreia Buffon; Luciane N. Calil
J. Bras. Patol. Med. Lab. 2019;55(2):136-147
DOI: 10.5935/1676-2444.20190016

ABSTRACT

INTRODUCTION: Cervicovaginal atrophy is a condition that can affect women after menopause, and cytology is a diagnostic tool useful in such cases. Objective: To evaluate the cytomorphological profile of cervical smears in patients over 60 years old.
METHODS: Cytopathological examinations of 500 patients over 60 years old were selected consecutively in this cross-sectional, quantitative, retrospective study.
RESULTS: Only 114 (22.8%) presented the squamocolumnar junction (SCJ) sampled, and their presence decreased progressively with advancing age (p < 0.001). Most smears (95.6%) were classified as atrophic. Microbiological analysis showed that from the 22 non-atrophic smears, most presented lactobacillus flora. Among the atrophic swabs, the predominant flora was cocci, with 47.2%. Only 4% presented cytological changes: atypical squamous cells of undetermined significance [(ASC-US) – eight cases/40%], atypical squamous cells – cannot exclude high-grade squamous intraepithelial lesion [(ASC-H) – five cases/25%], high-grade squamous intraepithelial lesion [(HSIL) – three/15%], low-grade squamous intraepithelial lesion [(LSIL) – two cases/10%] and adenocarcinoma in situ [(ACI) – two cases/10%]. Among the modified smears, four (20%) presented SCJ cells, and four patients (20%) took hormones (from these, two cases of ASC-H (10%) and two cases ASC-US (10%), showing a relationship between the onset of the lesion and the use of hormones (p < 0.05).
CONCLUSION: The absence of SCJ indicates a diagnostic limitation of sample collection. Although the frequency of lesions has been similar to other studies, and the recommended age range for the examination is between 25 and 60 years, it is important to note that many women older than this range should perform the collection of oncology cytology due to existence of elderly women with risk profile for the disease.

Keywords: atrophy; cervical dysplasia; vaginal smears; menopause.

RESUMEN

INTRODUCCIÓN: La atrofia cervicovaginal es una condición que puede afectar a las mujeres después de la menopausia, y la citología es una herramienta diagnóstica útil en esos casos.
OBJETIVO: Evaluar el perfil citomorfológico de frotis citopatológicos cervicales en pacientes mayores de 60 años.
MÉTODOS: Un estudio transversal, cuantitativo y retrospectivo, en el que se eligieron consecutivamente pruebas citopatológicas de 500 pacientes con edad superior a 60 años.
RESULTADOS: Solo 114 mujeres (22,8%) tuvieron la unión escamo-columnar (UEC) representada; su presencia ha bajado progresivamente con el adelanto de la edad (p < 0,001). Los frotis (95,6%), en su mayoría, fueron clasificados como atróficos. El análisis microbiológico mostró que de los 22 frotis no atróficos, la mayoría tuvo flora lactobacilar. Entre los frotis atróficos, la flora predominante fue cocoide (47,2%). Solamente 4% presentó alteraciones citológicas: células escamosas atípicas de importancia no determinada [(ASC-US) – ocho casos/40%]; células escamosas atípicas, no se descarta una lesión de alto grado [(ASC-H) – cinco casos/25%]; lesión intraepitelial de alto grado [(HSIL) – três casos/15%]; lesión intraepitelial escamosa de bajo grado [(LSIL) – dos casos/10%] y adenocarcinoma in situ [(ACI) – dos casos/10%]. Entre los frotis alterados, cuatro (20%) contenían células de la UEC y cuatro pacientes (20%) estaban recibiendo hormonas [entre ellos, dos casos de ASC-H (10%) y dos casos de ASC-US (10%)].
CONCLUSIÓN: La ausencia de UEC indica la limitación diagnóstica de la recolección. Aunque la frecuencia de las lesiones haya sido semejante a la de otros trabajos y la franja etaria recomendada para la realización de la prueba sea 25-60 años, es importante señalar que mujeres con edad superior a esa franja deben realizar la recolección citológica debido al perfil de riesgo para la enfermedad.

Palabras-clave: atrofia; displasia del cuello del útero; frotis vaginal; menopausia.

RESUMO

INTRODUÇÃO: A atrofia cervicovaginal é uma condição que pode afetar mulheres após a menopausa, e a citologia é a ferramenta diagnóstica útil nesses casos.
OBJETIVO: Avaliar o perfil citomorfológico de esfregaços citopatológicos cervicais de pacientes com idade superior a 60 anos.
MÉTODOS: Trata-se de estudo transversal, quantitativo e retrospectivo, no qual foram selecionados consecutivamente exames citopatológicos de 500 pacientes com idade superior a 60 anos.
RESULTADOS: Apenas 114 mulheres (22,8%) tiveram a junção escamocolunar (JEC) representada e sua presença diminuiu progressivamente com o avanço da idade (p < 0,001). Os esfregaços (95,6%), em sua maioria, foram classificados como atróficos. A análise microbiológica mostrou que dos 22 esfregaços não atróficos, a maioria teve flora lactobacilar. Entre os esfregaços atróficos, a flora predominante foi cocoide (47,2%). Somente 4% apresentou alterações citológicas: células escamosas atípicas de significado indeterminado [(ASC-US) – oito casos/40%], células escamosas atípicas, não podendo excluir lesão intraepitelial de alto grau [(ASC-H) – cinco casos/25%], lesão intraepitelial escamosa de alto grau [(HSIL) – três casos/15%], lesão intraepitelial escamosa de baixo grau [(LSIL) – dois casos/10%] e adenocarcinoma in situ [(ACI) – dois casos/10%]. Entre os esfregaços alterados, quatro (20%) continham células da JEC e quatro pacientes (20%) faziam uso de hormônios [destes, dois casos de ASC-H (10%) e dois casos ASC-US (10%)], o que demonstra a relação entre o aparecimento de lesão e o uso de hormônios (p < 0,05).
CONCLUSÃO: A ausência da JEC indica a limitação diagnóstica da coleta. Embora a frequência das lesões tenha sido semelhante à de outros trabalhos e a faixa etária recomendada para a realização do exame seja entre 25 e 60 anos, é importante ressaltar que mulheres com idade superior a essa faixa devem realizar a coleta de citologia oncológica devido ao perfil de risco para a doença.

Palavras-chave: atrofia; displasia do colo do útero; esfregaço vaginal; menopausa.