Fetal death: obstetric, placental and fetal necroscopic factors

Laura M. Giraldi; Thiago Ricardo K. Corrêa; Fabiana Schuelter-Trevisol; Carlos Otávio Gonçalves
J. Bras. Patol. Med. Lab. 2019;55(1):85-98
DOI: 10.5935/1676-2444.20190007

ABSTRACT

INTRODUCTION: Fetal death is defined as the death of the product of conception, regardless of gestational age.
OBJECTIVES: The objective of this study was to investigate the maternal (obstetrical and placental) risk factors and the necropsy findings associated with fetal death, based on data obtained from the Verification of Death Service [Serviço de Verificação de Óbito (SVO)] in Florianópolis, Santa Catarina, Brazil.
MATERIAL AND METHOD: This is an observational, cross-sectional study using secondary data. Were included the reports released between 2010 and 2015, with a diagnosis of fetal deaths at gestational age of 20 weeks or more.
RESULTS: During the period evaluated, 210 autopsies were performed. From these, 15.2% (n = 32) presented umbilical cord abnormalities, 22.4% (n = 47) placental abnormalities, 49.5%(n = 104) maternal health problem related to pregnancy, and 10% (n = 21) previous maternal disease. Among the fetal characteristics involved, it was observed that 6.7% (n = 14) presented meconium aspiration and 5.2% (n = 11) fetal malformations. In this study, 21.9%(n = 46) did not have their causa mortis defined.
DISCUSSION: The findings of this study show a statistically significant association (p < 0.05) between meconium aspiration and full term pregnancy, hospital origin and normal birth weight. Such information is in agreement with the literature, which shows signs of intrauterine hypoxia, such as the presence of meconium, which are more prevalent in full term pregnancy.
CONCLUSION: Among the causes of fetal death, ascending infection was the most prevalent; the maternal death related to pregnancy were the ones that stood out the most.

Keywords: stillbirth; fetal death; pregnancy complications; placental diseases; fetal distress; autopsy.

RESUMEN

INTRODUCCIÓN: Muerte fetal se define como muerte del producto de la concepción independientemente de la duración del embarazo.
OBJETIVOS: El objetivo de este trabajo fue investigar los factores de riesgo maternos (obstétricos y placentarios) y los hallazgos de la autopsia asociados a muerte fetal con base en los datos obtenidos en el Servicio de Verificación de Muerte [Serviço de Verificação de óbitos (SVO)] de Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.
MATERIAL Y MÉTODO: Este es un estudio observacional, de diseño transversal, que utilizó datos secundarios. Se incluyeron informes de autopsia de fetos con edad gestacional de 20 semanas o más, practicadas entre 2010 y 2015.
RESULTADOS: En el período evaluado se realizaron 210 autopsias. Entre estas, 15,2% (n = 32) presentaron alteraciones de cordón umbilical; 22,4% (n = 47), de placenta; 49,5% (n = 104), enfermedades maternas relacionadas con el embarazo; y 10% (n = 21), enfermedades maternas previas. Entre las características fetales implicadas, se encontró que 6,7% (n = 14) presentaron aspiración meconial y 5,2% (n = 11), malformaciones fetales. En este estudio, 21,9% (n = 46) no tuvieron sus causas de muerte determinadas.
DISCUSIÓN: Los hallazgos de esta investigación muestran una relación estadísticamente significativa (p < 0,05) entre aspiración meconial y gestación a término, procedencia hospitalaria y peso adecuado al nacimiento. Estas informaciones están de acuerdo con la literatura, que trae señales de hipoxia intrauterina, como la presencia de meconio, más frecuentes en los embarazos a término.
CONCLUSIÓN: Entre las causas de muerte fetal, infección ascendente fue la más común; las causas de muerte materna relacionadas con el embarazo fueron las que más se destacaron.

Palabras-clave: mortinato; muerte fetal; complicaciones en el embarazo; enfermedades placentarias; sufrimiento fetal; autopsia.

RESUMO

INTRODUÇÃO: Óbito fetal se define como morte do produto da concepção independente do tempo da gestação.
OBJETIVOS: O objetivo deste estudo foi investigar os fatores de risco maternos (obstétricos e placentários) e os achados de necropsia associados ao óbito fetal a partir de dados obtidos no Serviço de Verificação de Óbito (SVO) de Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. Material e método: Trata-se de um estudo observacional, com delineamento transversal, que utilizou dados secundários. Foram incluídos laudos com diagnóstico de óbito fetal e idade gestacional de 20 semanas ou mais, realizados entre 2010 e 2015.
RESULTADOS: No período avaliado, foram realizadas 210 autópsias. Destas, 15,2% (n = 32) apresentaram alterações de cordão; 22,4% (n = 47), de placenta; 49,5% (n = 104), doenças maternas relacionadas com a gestação; e 10% (n = 21), doenças maternas prévias. Entre as características fetais implicadas, observou-se que 6,7% (n = 14) apresentaram aspiração meconial e 5,2% (n = 11), malformações fetais. Neste estudo, 21,9% (n = 46) não tiveram sua causa mortis definida.
DISCUSSÃO: Os achados desta pesquisa mostram associação estatisticamente significativa (p < 0,05) entre aspiração meconial e gestação a termo, procedência hospitalar e peso adequado ao nascer. Tais informações estão em concordância com a literatura, que traz sinais de hipóxia intraútero, como a presença de mecônio, mais prevalentes em gestação a termo.
CONCLUSÃO: Entre as causas de óbito fetal, a infecção ascendente foi a mais prevalente; as causas de morte materna relacionadas com a gestação foram as que mais se destacaram.

Palavras-chave: natimorto; morte fetal; complicações na gravidez; doenças placentárias; sofrimento fetal; autópsia.