Post Transplant Lymphoproliferative Disease Isolated to Kidney Allograft

Doença Linfo Proliferativa Pós-Transplante Isolada ao Enxerto Renal

Viviany Pontes de Oliveira1; Ronaldo de Matos Esmeraldo1; Claudia Maria Costa de Oliveira2; Fernando Barroso Duarte2,3; André Costa Teixeira4; Tainá Veras de Sandes-Freitas1,2,3
1 Fortaleza General Hospital, Transplant Sector, Fortaleza, Ceará, Brazil.
2 Walter Cantídio University Hospital, Fortaleza, Ceará, Brazil.
3 Federal University of Ceará, Faculty of Medicine, Fortaleza, Ceará, Brazil.
4 Christus University Center ( Unichristus), Faculty of Medicine, Fortaleza, Ceará, Brazil.
DOI: 10.1900/JBPML.2022.58.446

ABSTRACT
Post-transplantation lymphoproliferative disease (PTLD) comprises a heterogeneous group of hematolymphoid proliferations resulting from a monoclonal or polyclonal proliferation of lymphoid cells. The clinical presentation varies according to the affected sites. The gastrointestinal tract and the central nervous system are the most common, and constitutional symptoms are frequent. Isolated allograft involvement is rare. We report a case of polyclonal PTLD isolated in the kidney allograft in a patient who received an HLA-identical living donor seven years before. Noteworthy, this patient did not present constitutional symptoms, and his only clinical manifestation was graft dysfunction, expressed by an increase in serum creatinine and mild proteinuria. The diagnosis was performed through renal biopsy, which showed dense lymphoid interstitial infiltrate. The PTLD was polyclonal, unrelated to Epstein-Bar virus (EBV), and it was successfully treated with chemotherapy, reduced immunosuppression, and sirolimus.
Key words: Immunossupression; Kidney transplantation; lymphoma.

RESUMO
A doença linfoproliferativa pós-transplante (DLPT) é formada por um grupo heterogêneo de proliferações hematolinfóides resultantes da proliferação mono ou policlonal das células linfoides. O quadro clínico é variado e dependente dos sítios envolvidos, sendo o trato gastrintestinal e o sistema nervoso central os mais comuns, e sintomas constitucionais são frequentes. O envolvimento isolado do enxerto é raro. Relatamos aqui um caso de DLPT policlonal isolada do enxerto em um receptor de transplante renal com doador vivo HLA idêntico, ocorrido sete anos após o transplante. Digno de nota, o paciente não apresentou sintomas constitucionais e sua única manifestação clínica foi disfunção do enxerto, expressa através da elevação da creatinina e discreta proteinuria, sendo o diagnóstico realizado através de biópsia renal, que evidenciou infiltrado intersticial linfoide denso. Tratava-se de DLPT policlonal não relacionada ao vírus Epstein-Bar (EBV) e foi tratado com sucesso com quimioterapia, redução da imunossupressão e sirolimo.
Palavras-chave: Imunossupressão; transplante de rim; linfoma.