Histopathological study comparing native and post-transplant recurrent chronic hepatitis C with emphasis on confounders with acute cellular rejection

Isabela R. C. Fraga; Adriana Caroli-Bottino; Vera Lucia N. Pannain
J. Bras. Patol. Med. Lab. 2016;52(5):316-323
DOI: 10.5935/1676-2444.20160046

ABSTRACT

INTRODUCTION: Histological analyses of post-transplant liver biopsies may be difficult in distinguishing recurrent chronic hepatitis C (CHC) from other causes of graft dysfunction, especially acute cellular rejection (ACR).
OBJECTIVE: The aim of this study was to compare the histological characteristics of liver biopsies with CHC in transplant and non-transplant patients with hepatitis C virus (HCV) infection and assess the occurrence of findings common to ACR.
METHODS: We studied 40 biopsies from non-transplant and 30 biopsies from post-transplant patients, according to the Ishak score for necroinflammatory activity grade and stage of fibrosis. We also assessed the inflammatory infiltrate, steatosis, ductal changes, portal endotheliitis and central perivenulitis.
RESULTS: We found predominance of mild grade and stage in both groups. The portal inflammatory infiltrate was also mild and mainly lymphocytic in the two groups. Ductal changes were more frequent in the non-transplant patients. Steatosis was also mild in both groups, but predominated in non-transplant CHC patients. Portal endotheliitis occurred in 42.5% and 40% in non-transplant and post-transplant CHC, respectively. The frequency of centrilobular endotheliitis was similar in both groups.
CONCLUSION: Histological findings in chronic hepatitis C are similar in non-transplant and post-transplant patients. In addition, morphological features characteristic of ACR are also observed in HCV infection of native livers as well as in the graft of patients with recurrent infection after transplantation.

Keywords: chronic hepatitis C; liver transplantation; graft rejection; pathology.

RESUMO

INTRODUÇÃO: A análise histológica de biópsias hepáticas pós-transplante pode trazer dificuldades na distinção entre hepatite crônica C (HCC) recorrente e outras causas de disfunção do enxerto, sobretudo rejeição celular aguda (RCA).
OBJETIVO: Comparar as características histológicas de biópsias hepáticas de pacientes transplantados e não transplantados portadores de HCC, além de avaliar a presença de achados comuns à RCA.
MÉTODOS: Foram estudadas 40 biópsias de pacientes não transplantados e 30 de transplantados, de acordo com o escore de Ishak para grau de atividade necroinflamatória e estágio de fibrose. Foram ainda avaliadas as características do infiltrado inflamatório, da esteatose, das alterações ductais e da endotelite portal e da perivenulite central.
RESULTADOS: Em ambos os grupos, houve predomínio de leve grau de atividade necroinflamatória e leve fibrose. O infiltrado inflamatório portal também foi leve e predominantemente linfocítico em ambos os grupos. Alterações ductais foram mais frequentes em pacientes não transplantados. Esteatose também foi leve em ambos os grupos, mas predominou nos pacientes não transplantados. Endotelite portal ocorreu em 42,5% e 40% em HCC não transplantada e HCC pós-transplante, respectivamente. A frequência de endotelite centrolobular foi semelhante nos dois grupos.
CONCLUSÃO: Os achados histológicos na HCC são semelhantes em pacientes transplantados e não transplantados. Além disso, características morfológicas da RCA estão presentes na HCC, tanto em fígados nativos como em enxertos de pacientes com infecção recorrente após transplante.

Palavras-chave: hepatite C crônica; transplante de fígado; rejeição de enxerto; patologia.