Aspects of the blood chemistry of kidney transplant patients

Monnic M. L. Rocha; Adagmar Andriolo
J. Bras. Patol. Med. Lab. 2015;51(5):284-290
DOI:10.5935/1676-2444.20150046

ABSTRACT

INTRODUCTION: Normal renal function is a prerequisite for maintaining the normal balance of calcium and phosphorus. The incidence of 1,25-dihydroxyvitamin D (1,25(OH)2D, or calcitriol) deficiency in renal transplant patients is 50%. The causes are multifactorial, including low availability of 25-hydroxyvitamin D (25(OH)D). Although kidney transplant is the treatment of choice, some patients maintain bone changes resulting from the interplay of several factors, such as persistence of mineral disorders due to graft dysfunction and effect of immunosuppressive drugs.
OBJECTIVE: To evaluate the dynamics of some biochemical parameters after kidney transplant.
MATERIAL AND METHODS: Thirteen patients followed from pre-transplant to three months post-transplant, with measurements of creatinine, calcium, phosphate, parathyroid hormone (PTH), 25(OH)D, and calcitriol.
RESULTS: Normalization of calcium was observed in 10 of the 13 patients (77%), and only one did not have phosphate levels reduced after transplant; all patients presented elevated PTH in pre-transplant, four of which (31%) maintained this change; nine of the 13 patients (69%) had low levels of 25(OH)D, which remained essentially unchanged after transplantation. Low pre-transplant levels of calcitriol were observed in 46% of the patients, and remained in only one. This patient had a very low pre-transplant level of 25(OH)D (8 ng/ml) that did not change after surgery. A possible explanation for this is the reduced substrate availability for 1-alpha-hydroxylase.
CONCLUSION: Our data, in agreement with the literature, confirm that even patients with good outcomes after renal transplantation can still present important biochemical changes associated with deterioration of bone quality.

Keywords: renal transplantation; 25-hydroxyvitamin D; calcitriol; bone metabolism.

RESUMO

INTRODUÇÃO: Função renal normal é condição para a manutenção do equilíbrio de cálcio e fósforo. A incidência de níveis reduzidos de 1,25-di-hidroxivitamina D (1,25(OH)2D, ou calcitriol) em pacientes transplantados renais é de 50%. As causas são multifatoriais, incluindo baixa disponibilidade de 25-hidroxivitamina D (25(OH)D). Ainda que o transplante renal seja o tratamento de escolha, alguns pacientes mantêm alterações ósseas resultantes de vários fatores, como persistência de distúrbios minerais devido a disfunção do enxerto e ação dos imunossupressores.
OBJETIVO: Avaliar a dinâmica de alguns parâmetros bioquímicos pós-transplante renal.
MATERIAL E MÉTODOS: Treze pacientes, seguidos desde o pré-transplante até três meses pós-transplante, com dosagens de creatinina, cálcio, fósforo, paratormônio (PTH), 25(OH)D e calcitriol.
RESULTADOS: A normalização do cálcio foi observada em 10 dos 13 pacientes (77%), e apenas um não teve os níveis de fósforo reduzidos; todos tinham PTH elevado no pré-transplante, quatro dos quais (31%) mantiveram essa alteração; nove (69%) tinham níveis baixos de 25(OH)D que se mantiveram praticamente inalterados pós-transplante. Baixos níveis de calcitriol foram observados em 46% dos pacientes no pré-transplante e permaneceram em apenas um deles. Esse paciente teve nível muito baixo de 25(OH)D pré-transplante (8 ng/ml), que não se alterou após a cirurgia. Uma possível explicação para a não normalização é a reduzida disponibilidade de substrato para a 1-alfa-hidroxilase.
CONCLUSÃO: Nossos dados, em concordância com a literatura, confirmam que mesmo pacientes com boa evolução após o transplante renal podem continuar com alterações bioquímicas importantes associadas à deterioração da qualidade óssea.

Palavras-chave: transplante renal; 25-hidroxivitamina D; calcitriol; metabolismo ósseo.