Relationship between the presence of liver metastases with histological grading, depth of invasion and nodal involvement in sporadic adenocarcinoma of the large intestine

Eduardo Cambruzzi; Larissa R. Roman; Andressa A. Noschang; Fernanda B. Pacheco; Luana R. Gassen; Luciana H. Miranda; Karla Lais Pêgas
J. Bras. Patol. Med. Lab. 2015;51(4):246-251
DOI:10.5935/1676-2444.20150041

ABSTRACT

INTRODUCTION: Large intestine adenocarcinoma (LIA) is the most common cancer of the gastrointestinal tract, and corresponds to the fifth most common malignancy in Brazil. The main prognostic factors related to LIA are depth of tumor invasion and perivisceral lymph nodes status.
OBJECTIVE: To estimate the relationship between pathological findings and the presence of liver metastases (LM) in LIA cases.
METHOD: We evaluated 51 cases of LIA, previously submitted to surgical resection, in order to determine the following variables: topography, tumor size, macroscopic appearance, degree of differentiation, depth of invasion, nodal status, and presence of LM.
RESULTS: The average age was 64.8 years, with predominance of men (n = 26/51.0%) and lesions in the sigmoid colon (n = 18/35.3%). The main general characteristics of the sample were ulcerative-vegetative lesions (n = 20/39.2%), no annular tumors (n = 3/64.7%), moderately differentiated tumor (n = 44/86.3%), absence of mucinous areas (n = 40/78.4%), and mesocolon invasion (n = 29/56.9%). LM were found in 14 cases (27.5%), and is associated with presence of nodal metastases (p = 0.005). Tumor size (p = 0.72), macroscopic appearance (p = 0.362), histological grade (p = 0.147), and depth of invasion (p = 0.195) showed no association with LM presence.
CONCLUSION: LIA has a wide anatomical and pathological heterogeneity. In this study, the presence of LM associated with LIA was related to perivisceral lymph nodes status, with no relation to tumor size, degree of differentiation, and depth of invasion, which suggests that identifying neoplastic angiolymphatic invasion is a possible predictor of liver involvement.

Keywords: adenocarcinoma; neoplastic metastasis; colorectal cancer; pathology; prognosis.

RESUMO

INTRODUÇÃO: O adenocarcinoma de intestino grosso (AIG) é o tumor maligno mais frequente do trato digestivo e corresponde à quinta neoplasia maligna mais comum no Brasil. Os principais fatores prognósticos do AIG são profundidade de invasão neoplásica e status dos linfonodos periviscerais.
OBJETIVO: Estimar a relação entre achados anatomopatológicos e presença de metástases hepáticas (MH) em casos de AIG.
MÉTODO: Foram avaliados 51 casos de AIG, previamente submetidos à ressecção cirúrgica, e determinadas as seguintes variáveis: topografia, tamanho tumoral, conformação macroscópica, grau histológico, profundidade de invasão, status nodal e presença de MH.
RESULTADOS: A média de idade correspondeu a 64,8 anos, com predomínio de homens (n = 26/51,0%) e lesões do cólon sigmoide (n = 18/35,3%). Lesões ulcerovegetantes (n = 20/39,2%), tumores não anelares (n = 3/64,7%), neoplasias moderadamente diferenciadas (n = 44/86,3%), ausência de áreas mucoprodutoras (n = 40/78,4%) e invasão do mesocólon (n = 29/56,9%) foram as principais características gerais da amostra. MH foram encontradas em 14 casos (27,5%), estando associadas à presença de metástases nodais (p = 0,005). Tamanho tumoral (p = 0,72), configuração macroscópica (p = 0,362), grau histológico (p = 0,147) e profundidade de invasão (p = 0,195) não apresentaram associação com a presença de MH.
CONCLUSÃO: O AIG apresenta heterogeneidade anatomopatológica ampla. No presente estudo, a presença de MH associadas ao AIG esteve relacionada com o status dos linfonodos periviscerais, não havendo relação com tamanho tumoral, grau de diferenciação e profundidade de invasão, sugerindo que a identificação de invasão neoplásica angiolinfática é possível fator preditivo do envolvimento hepático.

Palavras-chave: adenocarcinoma; metástase neoplásica; neoplasias colorretais; patologia; prognóstico.