Prevalence of unnecessary laboratory tests and related avoidable costs in intensive care unit

Anderson Magalhães Oliveira, Marcio Vasconcelos Oliveira, Claudio Lima Souza
J. Bras. Patol. Med. Lab. 2014;50(6):410-416
DOI: 10.5935/1676-2444.20140049

ABSTRACT

Introduction: Because of the increase in diagnostic resources, laboratory tests have become an essential tool in diagnostic elucidation. Therefore, we observe an increase in the number of tests request. Objectives: To determine the prevalence of laboratory tests requests by the intensive care unit (ICU) of the General Hospital at southwest Bahia, and to anticipate the expenses with unnecessary laboratory tests, indicating avoidable costs, and aiming at rationalization of laboratory tests use. Methods: This is a cross-sectional retrospective study, in which a survey on medical records and laboratory tests results of patients admitted to the ICU was conducted, in the period from August to September 2013. Results: The sample consisted of 105 patients, 58.1% males, 47.6% aged between 18-59 years. During the period, 12.217 laboratory tests were ordered, of which 49.4% was within the normal limits. The more requested exams were: complete blood count, sodium, and potassium. A number of 1.750 laboratory tests could be evaluated according to criteria established in the literature, among them, 719 (41%) were considered unnecessary. A greater number of requests (29%) were observed on Mondays, compared with the average of the rest of the week. Conclusion: Significant number of unnecessary testing was found, with occurrence pattern on Monday and not dependent on age or length of stay. The data indicate the need to implement guidelines or protocols for ordering laboratory tests in the ICU, which have proven effective in helping the prescribing professional in their clinical practice, and contribute to optimize for health care spending.

Keywords: laboratory tests, intensive care unit, unnecessary testing, cost-cutting

RESUMO

Introdução: Com o aumento dos recursos diagnósticos, os exames laboratoriais têm se tornado ferramenta indispensável nas elucidações diagnósticas. Observa-se, portanto, um crescimento nas solicitações desses exames. Objetivos: Determinar a prevalência das solicitações de exames laboratoriais da unidade de terapia intensiva (UTI) de um hospital geral e estimar os valores gastos com exames desnecessários, apontando custos evitáveis e visando à racionalização do uso deles. Métodos: Trata-se de um estudo de corte transversal, no qual foi realizado levantamento de dados de prontuário e resultados de exames laboratoriais de internados em UTI, no período de agosto a setembro de 2013. Resultados: A amostra foi composta por 105 pacientes, sendo 58,1% do sexo masculino e 47,6% com faixa etária entre 18-59 anos. Durante o período, foram solicitados 12.217 exames laboratoriais, sendo 49,4% dentro da faixa de normalidade. Os exames mais solicitados foram hemograma, sódio e potássio. Puderam ser avaliados 1.750 exames laboratoriais, segundo critérios já estabelecidos na literatura, sendo 719 (41%) considerados desnecessários. Foi observado um maior número de solicitação (29%) nas segundas-feiras, em relação à média dos demais dias da semana. Conclusão: Constatou-se importante montante de exames desnecessários, com padrão de ocorrência na segunda-feira e não dependente de faixa etária ou tempo de internação. Os dados sinalizam para a necessidade de implementação de diretrizes ou protocolos para solicitação de exames laboratoriais em UTI, que têm se mostrado eficientes em auxiliar o profissional prescritor em sua prática clínica, além de contribuir para otimização de gastos com a saúde.

Palavras-chave: exames laboratoriais, unidade de terapia intensiva, testes desnecessários, redução de custo