HPV detection in floor of mouth squamous cell carcinoma by PCR amplification

Luciana E. Simonato; Saygo Tomo; José Fernando Garcia; Luiz Alberto Veronese; Glauco I. Miyahara
J. Bras. Patol. Med. Lab. 2016;52(1):43-49
DOI: 10.5935/1676-2444.20160005

ABSTRACT

INTRODUCTION: Studies conducted during the last years, using new technologies for viral detection, permit to consider human papillomavirus (HPV) an etiologic factor for cervical cancer. Besides the relation to genital regions, other anatomic sites have been associated with HPV, including head and neck regions.
OBJECTIVES: To investigate the prevalence of HPV infection in 35 samples from paraffin-embedded tissues using polymerase chain reaction (PCR)-deoxyribonucleic acid (DNA) amplification, and correlate it with demographic, clinical, and morphological factors and prognosis.
MATERIALS AND METHODS: All samples were first amplified with human β-globin gene primers. Samples with positive amplification were subjected to HPV-DNA detection with general GP5 and GP6 primers.
RESULTS: Only 30 samples were amplified for the β-globin gene. No floor of mouth squamous cell carcinoma cases showed amplification of HPV DNA.
DISCUSSION: The absence of HPV-DNA amplification does not suggest that this virus is absent from the process of oral carcinogenesis, since the selected sample is not in the risk group for the development of oral cancer associated with HPV infection.
CONCLUSIONS: No correlation was found between HPV infection and floor of mouth carcinogenesis, however further studies are necessary.

Keywords: squamous cell carcinoma; HPV-DNA tests; polymerase chain reaction; mouth neoplasms.

RESUMO

INTRODUÇÃO: Estudos realizados durante os últimos anos permitem considerar a infecção pelopapilomavírus humano (HPV) um fator etiológico para o câncer cervical. Apesar da íntima relação desse vírus com as regiões genitais, outras localizações anatômicas têm sido associadas a tal infecção, inclusive as regiões de cabeça e pescoço.
OBJETIVOS: Investigar a prevalência da infecção pelo HPV em 35 amostras parafinadas de carcinoma espinocelular de assoalho de boca, utilizando a amplificação da reação em cadeia dapolimerase (PCR) como método de detecção do ácido desoxirribonucleico (DNA) viral, bem como correlacionar aspectos demográficos, clínicos e morfológicos com o prognóstico da doença.
MATERIAIS E MÉTODOS: Todas as amostras foram inicialmente amplificadas com o primerpara detecção do gene da β-globina humana. As que tiveram amplificação positiva para o gene da β-globina foram então submetidas à detecção do DNA viral com os primers GP5 e GP6.
RESULTADOS: Apenas 30 amostras foram amplificadas para o gene β-globin. Nenhuma das amostras de carcinoma de assoalho de boca demonstrou resultado positivo para amplificação do DNA viral.
DISCUSSÃO: Apesar de a influência do vírus na carcinogênese oral não ter sido comprovada devido à ausência de DNA viral nas amostras, a relação não pode ser descartada, uma vez que as amostras selecionadas não se encontravam em grupo de risco para o desenvolvimento de carcinoma espinocelular de boca associado à infecção pelo HPV.
CONCLUSÃO: Não foi detectada relação entre a infecção pelo HPV e o carcinoma de assoalho de boca, no entanto mais estudos são necessários sobre o tema.

Palavras-chave: carcinoma de células escamosas; testes de DNA para HPV; reação em cadeia da polimerase; neoplasias bucais.