Frequencies of CD39, IVS1-1, IVS1-6 and IVS1-110 mutations in beta-thalassemia carriers and their influence on hematimetric indices

Willian R. Gomes; Raquel A. Santos; Juçara G. Cominal; Cristiane F. F. Tavares
J. Bras. Patol. Med. Lab. 2017;53(6):362-367
DOI: 10.5935/1676-2444.20170058

ABSTRACT

INTRODUCTION: Beta-thalassemia is caused by a deficient synthesis of the ß-chain of hemoglobin, which leads to a chronic, microcytic and hypochromic anemia. More than 200 mutations have already been associated with this type of thalassemia, and their frequencies may vary according to the population.
OBJECTIVES: The objectives of this study were to determine the frequencies of CD39, IVS1-1, IVS1-6 and IVS1-110 mutations in people with beta-thalassemia from the city of Franca, São Paulo, and to evaluate the influence of the genotypes on hematological alterations.
METHODS: Venous blood samples were collected from 25 volunteers previously diagnosed with beta-thalassemia. Complete blood counts (CBC) were performed, and the identification of the mutations was carried out using the polymerase chain reaction (PCR).
RESULTS: The CD39 mutation was found in 11 (44%) individuals, followed by IVS1-6 (9; 36%) and IVS1-110 (4; 16%). One patient (4%) did not present any of these mutations. IVS1-6 mutation was inversely correlated to red cell distribution width (RDW) (rs = -0.44; p = 0.034), and CD39 was correlated to lower mean corpuscular volume (MCV) (rs = -0.44; p = 0.034). Multivariable linear regression models showed that the CD39 mutation carriers have lower levels for hemoglobin (ß = -0.61; p = 0.044) and hematocrit (ß = -2.1; p = 0.018).
CONCLUSION: The results showed a high frequency of the CD39 mutation in the city of Franca, and the correlations observed between the presence of CD39 mutation and the hematological alterations suggest a genotype influence on the phenotype of beta-thalassemia, which would contribute to the clinical variations of this hemoglobinopathy.

Keywords: beta-thalassemia; hemoglobinopathies; genotype.

RESUMO

INTRODUÇÃO: A betatalassemia é causada pela síntese deficiente da cadeia ß da hemoglobina, o que leva à ocorrência das anemias crônica, microcítica e hipocrômica. Mais de 200 mutações já foram associadas a esse tipo de talassemia, mesmo que diferentes populações apresentem frequências variadas para cada uma delas.
OBJETIVOS: Os objetivos deste estudo foram determinar as frequências das mutações CD39, IVS1-1, IVS1-6 e IVS1-110 em indivíduos betatalassêmicos da cidade de Franca, São Paulo, e avaliar a influência dos genótipos sobre alterações hematológicas.
MÉTODOS: Amostras de sangue venoso foram coletadas de 25 voluntários previamente diagnosticados com betatalassemia. Foram realizados hemogramas completos, e a identificação das mutações foi feita utilizando a técnica de reação em cadeia da polimerase (PCR).
RESULTADOS: A mutação CD39 foi encontrada em 44% dos indivíduos, seguida por IVS1-6 (36%) e IVS1-110 (16%). Um paciente (4%) não apresentou nenhuma das mutações. A mutação IVS1-6 correlacionou-se inversamente ao red cell distribution width (RDW) (rs = -0,44; p = 0,034), enquanto a presença da mutação CD39 mostrou-se correlacionada a menores valores de volume corpuscular médio (VCM) (rs = -0,44; p = 0,034). Modelos de regressão linear multivariados mostraram que os portadores da mutação CD39 possuem menores valores de hemoglobina (ß = -0,61; p = 0,044) e hematócrito (ß = -2,1; p = 0,018).
CONCLUSÃO: Os resultados mostraram alta frequência da mutação CD39 na cidade de Franca, e as correlações observadas entre a presença da mutação CD39 e as alterações hematológicas sugerem influência do genótipo sobre o fenótipo da betatalassemia, o que poderia contribuir para as variações clínicas dessa hemoglobinopatia.

Palavras-chave: betatalassemia; hemoglobinopatias; genótipo.