Analysis of the frequency of biological sample recollections as quality indicators in a clinical laboratory of Distrito Federal, Brazil

Natani L. Coriolano; Izabel Cristina R. Silva; Thaís A. C. Lamounier
J. Bras. Patol. Med. Lab. 2016;52(1):11-16
DOI: 10.5935/1676-2444.20160002

ABSTRACT

INTRODUCTION: Clinical laboratory results influence more than 60% of medical decisions, impacting on disease prevention, diagnosis, and treatment. The use of quality indicators (QIs) is fundamental for quality assurance, once it allows monitoring the process and directs the taking of corrective actions.
OBJECTIVE: Classify the biological sample recollection requests for QIs identification in a clinical laboratory of Distrito Federal, Brazil.
MATERIAL AND METHODS: Data about the requests made in the biennium 2013-2014 were gathered and analyzed.
RESULTS AND DISCUSSION: Among the 304,361 samples received, 1,914 (0.62%) had a request for recollection made in accordance with laboratory criteria. Most orders originated in the pre-analytical phase (57.7%). The most frequent reason for sample rejection was result confirmation (40.7%), followed by insufficient sample (21.9%), coagulated sample (18.1%) and hemolyzed sample (11, 9%). The hematology sector was responsible for most recollection requests (43.6%), followed by the biochemistry (29%) and the immunology (25.7%) ones. The laboratory emergency department accounted for only 0.1%. Orders were mostly placed by the outpatient clinic (40.7%), emergency (30.4%), and internal medicine (12.4%) departments. The percentage of orders is low, but does not exclude the need to reach lower rates. Underreporting was detected in the emergency sector, which indicates need for improvement in information registration.
CONCLUSION: The numbers mentioned were selected as IQs for the pre-analytical phase, serving as guidelines for future actions taken by the team.

Keywords: analytical quality control; quality improvement; quality management.

RESUMO

INTRODUÇÃO: Os resultados dos testes laboratoriais influenciam mais de 60% das decisões médicas, impactando na prevenção, no diagnóstico e no tratamento de doenças. O uso de indicadores de qualidade (IQs) é fundamental para a garantia da qualidade, pois permite monitoramento do processo e direciona a implementação de ações corretivas.
OBJETIVO: Classificar pedidos de recoleta de amostras biológicas para identificação de IQs em um laboratório de análises clínicas do Distrito Federal.
MATERIAL E MÉTODOS: Foram coletados e analisados dados acerca de pedidos de recoleta feitos no biênio 2013-2014.
RESULTADOS E DISCUSSÃO: Das 304.361 amostras registradas, 1.914 (0,62%) tiveram solicitação de recoleta de acordo com os critérios do laboratório. A maioria dos pedidos teve origem na fase pré-analítica (57,7%). O motivo de rejeição mais frequente foi confirmação de resultado (40,7%), seguido por amostra insuficiente (21,9%), amostra coagulada (18,1%) e amostra hemolisada (11,9%). O setor de hematologia foi o responsável pelo maior número de pedidos de recoletas (43,6%), seguido pelo de bioquímica (29%) e o de imunologia (25,7%). O setor de emergência do laboratório representou apenas 0,1%. Quanto à procedência, a maioria das recoletas foi solicitada pelo ambulatório (40,7%), pelo pronto-socorro (30,4%) e pela clínica médica (12,4%). A porcentagem de pedidos de recoleta é baixa, porém não exclui a necessidade de busca por menores índices. Sugere-se que tenha ocorrido subnotificação no setor de emergência do laboratório, o que aponta necessidade de melhoria no registro de informações.
CONCLUSÃO: Os números destacados foram selecionados como IQs para a fase pré-analítica, servindo como norteadores para as futuras ações corretivas efetuadas pela equipe.

Palavras-chave: controle analítico de qualidade; melhoria de qualidade; gestão de qualidade.