Yellow fever: laboratorial diagnosis and clinical manifestations

Analúcia R. Xavier; Gabriela S. Freitas; Caroline F. Santos; Werlley A. Januzzi; Gilmar S. Lacerda; Edimilson R. M. Carvalho; Salim Kanaan
J. Bras. Patol. Med. Lab. 2018;54(5):296-305
DOI:10.5935/1676-2444.20180050

ABSTRACT

Yellow fever is an infectious disease of acute evolution, initially non-contagious, transmitted by a ribonucleic acid (RNA) virus that belongs to the Flaviviridae family. In the period from December 2016 until March 17, 2017, 1,561 suspected cases of wild yellow fever were reported to the Ministry of Health in Brazil. Among these cases, 850 (54.8%) remain under investigation, 448 (28.7%) were confirmed and 263 (16.9%) were discarded. Out of the total cases reported, 264 died, 144 (54.5%) were confirmed for the disease, 110 (41.7%) were investigated and 10 (3.8%) were discarded. The case fatality rate among confirmed cases was 32.2%. The specific diagnosis for determining the etiology of infection can be made by demonstrating the humoral response of the antibodies, virus isolation, or histopathological study of the liver. Only through early laboratory diagnosis and epidemiological data supply can government and cooperative organizations establish public policies to combat future disease epidemics, as well as social awareness campaigns.

Keywords: yellow fever; signs and symptoms; diagnosis; differential diagnosis.

RESUMO

A febre amarela é uma doença infecciosa de evolução aguda, a princípio não contagiosa, transmitida por um vírus do ácido ribonucleico (RNA) que pertence à família Flaviviridae. No período de dezembro de 2016 a 17 de março de 2017, foram notificados ao Ministério da Saúde, 1.561 casos suspeitos de febre amarela silvestre no Brasil. Destes, 850 (54,8%) permanecem em investigação; 448 (28,7%) foram confirmados e 263 (16,9%), descartados. Do total dos casos notificados, 264 evoluíram para óbito, sendo 144 (54,5%) confirmados para a doença; 110 (41,7%) em investigação e 10 (3,8%), descartados. A taxa de letalidade entre os casos confirmados foi de 32,2%. O diagnóstico específico para determinação da etiologia da infecção pode ser feito por meio da demonstração da resposta humoral dos anticorpos, do isolamento do vírus ou do estudo histopatológico do fígado. Apenas mediante o diagnóstico laboratorial precoce e o abastecimento de dados epidemiológicos é que governo e organizações cooperativas poderão estabelecer políticas públicas de combate a futuras epidemias da doença, bem como campanhas de conscientização social.

Palavras-chave: febre amarela; sinais e sintomas; diagnóstico clínico; diagnóstico diferencial.