Laboratory medicine resilience during coronavirus disease 2019 (Covid-19) pandemic

Giuseppe Lippi; Mario Plebani
J. Bras. Patol. Med. Lab. 2020;56(1):1-2
DOI: 10.5935/1676-2444.20200035

ABSTRACT

Este artigo foi originalmente publicado em Avanços em Medicina Laboratorial/Avances en Medicina de Laboratorio, e a Revista Brasileira de Patologia e Medicina Laboratorial é a responsável pela tradução para o português. Os testes de diagnóstico in vitro têm sido alvo praticamente inocente de políticas pesadas, reiteradas e frequentemente irracionais de contenção de custos durante as últimas décadas, o que contribuiu para diminuir a disponibilidade de recursos técnicos e humanos em todo o mundo(1). Embora o trabalho próximo ao “nível mínimo de sobrevivência” tenha se tornado comum na maioria dos laboratório(2), a pandemia de coronavírus 2019 (Covid-19) provocou uma crise universal inesperada e sem precedentes, que rapidamente superou a capacidade de resposta de todo o sistema de assistência médica, incluindo também os diagnósticos laboratoriais(3). O último relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) enfatiza que o Covid-19 já afetou, globalmente, mais de 1 milhão de indivíduos, causando mais de 50.000 mortes(4). Os números epidemiológicos em alguns países, como Espanha e Itália, são muito alarmantes. O número de pessoas infectadas ultrapassou rapidamente 100.000, com taxas de mortalidade de 8% a 11%(4), refletindo o quadro observado na síndrome respiratória aguda grave (SARS), causada por um coronavírus análogo(5). Ainda mais importante, quase 20% de todos os casos de Covid-19 requerem hospitalização para tratamento subintensivo ou intensivo, o que representa uma carga adicional para os laboratórios clínicos, que são forçados a gerar um grande número de resultados críticos (urgentes), com o menor tempo de resposta possível(6). Read More …