Evaluation of the accuracy of frozen section in different anatomical sites

Rafael P. Santana; Nivaldo S. Morais; Yves Renan S. Samary; Artur Lício R. Bezerra; Daniela M. Takano
J. Bras. Patol. Med. Lab. 2018;54(5):319-324
DOI:10.5935/1676-2444.20180053

RESUMO

INTRODUÇÃO: O exame intraoperatório por congelação (EIC) visa avaliar histológica e intraoperatoriamente um pequeno fragmento de tecido ou órgão lesado no qual haja dúvida diagnóstica. Entre as indicações do EIC estão a determinação da natureza e a extensão da lesão, com consequente diferenciação entre lesões benignas e malignas, além da análise das margens cirúrgicas.
OBJETIVOS: Avaliar a acurácia do EIC em múltiplos órgãos e analisar possíveis fatores de interferência.
MÉTODOS: Foi realizado um estudo retrospectivo em um período de cinco anos (entre janeiro de 2011 e março de 2016) em um hospital de ensino da cidade do Recife, Pernambuco, Brasil. Os resultados dos EICs foram comparados com os laudos finais após o processamento histopatológico e classificados como concordantes ou discordantes. Os casos discordantes foram revistos por patologista e subdivididos em falso-positivos e falso-negativos. Possíveis causas para a discordância dos exames foram levantadas.
RESULTADOS: Foram analisadas 1.226 peças cirúrgicas, das quais 1.181 (96,33%) foram concordantes e 45 (3,67%), discordantes. Após reavaliação dos casos discordantes, 39 permaneceram, sendo seis (15,4%) falso-positivos e 33 (84,6%) falso-negativos. A estrutura que mais apresentou resultado falso-positivo foi o linfonodo sentinela mamário (3/1,2%), enquanto o ovário foi o órgão com mais resultados falso-negativos, com 17 amostras, 51,51% de todos os casos negativos. As possíveis causas para a discordância foram tamanho da amostra, limitação do método e complexidade do diagnóstico.
CONCLUSÃO: A acurácia do EIC encontrada neste estudo foi de 96,3% e é semelhante à literatura especializada.

Palavras-chave: secções congeladas; biópsia; neoplasias.

ABSTRACT

INTRODUCTION: Frozen section is recommended in several situations to: establish the nature of a lesion; establish the presence of a lesion; confirm the presence of a benign lesion; confirm that sufficient tissue is present for diagnosis; establish the grade of the lesion; determine the organ of origin and determine the adequacy of margins.
OBJECTIVES: To evaluate the accuracy of frozen section biopsy in multiple organs and analyze possible factors in discrepancy.
METHODS: A retrospective study was carried out during a five-year period at a teaching hospital of Recife, Pernambuco, Brazil. The diagnoses of frozen section were compared with results obtained in the permanent section and classified as concordant or discordant. The discordant cases were reviewed by a pathologist and subdivided into false positives and false negatives. Possible reasons for discrepancy were indicated.
RESULTS: A total of 1.226 specimens were analyzed, of which 1.181 (96.33%) were concordant and 45 (3.67%) were discordant. After the review of the discordant cases, 39 remained, six (15.4%) were false positives and 33 (84.6%) were false negatives. The tissue that had most false-positive results was mammary sentinel lymph node (3/1.2%), whereas ovarian showed most false negative outcomes with 17 specimens (51.51% of all false negatives). The possible reasons for discrepancy were sampling error, misunderstanding and complexity of the diagnosis.
CONCLUSION: The frozen section accuracy of 96.3% found in our study is similar to specialized literature and does not seem to depend on the tissue analyzed.

Keywords: frozen sections; biopsy; neoplasms by site.