Study of correlation between imatinib mesylate plasma levels and hematological profile of patients undergoing treatment for chronic myeloid leukemia

Emanuelle S. Dal Ponte; Sandrine C. Wagner; Rafael Linden; Helena Schirmer
J. Bras. Patol. Med. Lab. 2017;53(3):159-164
DOI: 10.5935/1676-2444.20170027

ABSTRACT

INTRODUCTION: Chronic myeloid leukemia (CML) is a genetic disorder of hematopoietic stem cells, resulting in a myeloproliferative expansion of blood cells. CML is associated with the presence of the Philadelphia chromosome (Ph), generating an oncogene (BCR-ABL). The current treatment of choice is imatinib mesylate (IM).
OBJECTIVE: To correlate serum levels of MI with hematological parameters in patients with CML.
METHOD: A retrospective cross-sectional study in patients treated for CML. Serum level of IM was determined by a high-performance liquid chromatography with diode array detector (HPLC-DAD), and statistical analysis was performed using SPSS version 20.0 software.
RESULTS: We studied 55 CML patients – 24 men (43.6%) and 31 women (56.4 %) – with a mean age of 54 years, who used IM. Among these, 45 patients were in the chronic phase (81.6 %); seven, in the accelerated phase (13.1%); and three, in the blast crisis (5.2%). Patients received a mean IM dose of 434 mg/day. Serum levels of the patients presented an average of 1,092 ± 617 ng/ml, and, in all, 47 patients (85.4%) had hematologic response (HR).
CONCLUSION: There was no correlation between the number of leukocytes, platelets and hemoglobin and the serum level of IM, although there is a trend with respect to hemoglobin (p = 0.062).

Keywords: chronic myeloid leukemia; imatinib mesylate; tyrosine kinase inhibitor; treatment outcome.

RESUMO

INTRODUÇÃO: Leucemia mieloide crônica (LMC) é uma desordem genética de células-tronco hematopoiéticas, resultando em uma expansão mieloproliferativa das células sanguíneas. A LMC está associada à presença do cromossomo Philadelphia (Ph), o que gera um oncogene (BCR-ABL). Atualmente, o tratamento de primeira escolha é o mesilato de imatinibe (MI).
OBJETIVO: Correlacionar os níveis séricos de MI com parâmetros hematológicos em pacientes com LMC.
MÉTODO: Estudo transversal retrospectivo em pacientes com LMC em tratamento. O nível sérico de MI foi determinado por um sistema de cromatografia líquida de alta eficiência com detector de arranjo de diodos (CLAE-DAD), e a análise estatística foi realizada no programa SPSS versão 20.0.
RESULTADOS: Foram estudados 55 pacientes – 24 homens (43,6%) e 31 mulheres (56,4%) – com média de idade de 54 anos, portadores de LMC que utilizavam MI. Destes, 45 encontravam-se em fase crônica (81,6%); sete, em fase acelerada (13,1%) e três, em crise blástica (5,2%). Os pacientes em questão receberam uma média de dose do MI de 434 mg/dia. O nível sérico dos pacientes apresentou média de 1.092 ± 617 ng/ml e, ao todo, 47 pacientes (85,4%) apresentaram resposta hematológica (RH).
CONCLUSÃO: Não houve correlação do número de leucócitos, plaquetas e hemoglobina com o nível sérico de MI, embora exista uma tendência observada com relação à hemoglobina (p = 0,062).

Palavras-chave: leucemia mieloide crônica; mesilato de imatinibe; inibidor da tirosina quinase; resultado de tratamento.