Models for releasing the lupus anticoagulant test

Jessica S. F. Abreu; Andreza O. Santos; Nelson Medeiros Jr.; Christiane P. Gouvea
J. Bras. Patol. Med. Lab. 2018;54(3):153-157
DOI:10.5935/1676-2444.20180024

RESUMO

INTRODUÇÃO: Trombofilia é a suscetibilidade à trombose, de natureza genética, adquirida ou mista. Entre as causas adquiridas, destaca-se a síndrome do anticorpo antifosfolípide (SAF) – doença autoimune caracterizada por anticorpos antifosfolípides, eventos trombóticos ou perda gestacional recorrente. O diagnóstico laboratorial baseia-se na detecção do anticoagulante lúpico (ACL), do anti-β2-glicoproteína 1 e da anticardiolipina; entretanto a execução do ACL ainda demanda uniformização. A última diretriz publicada pelo Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI) prioriza as etapas de triagem e confirmatória, em detrimento da mistura.
OBJETIVOS: Comparar as formas de liberação do ACL e adotar um protocolo de investigação em anuência às normas internacionais.
MÉTODOS: Trinta e seis amostras com resultados prolongados na etapa de triagem pelo ensaio do tempo do veneno da víbora de Russel (dRVVT) ou tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPA) foram submetidas às etapas de mistura (1:1) e confirmatórias com altas concentrações de fosfolipídios.
RESULTADOS: Para o TTPA, foram considerados positivos os valores cujo cálculo do índice de circulação de anticoagulante (ICA) resultasse superior a 15%. Para o dRVVT, utilizou-se também o valor da razão entre triagem e confirmatória. Das amostras testadas, 14 revelaram correção na etapa da mistura, mas somente uma resultou em pesquisa negativa.
CONCLUSÃO: O cálculo do ICA auxiliou na identificação dos anticorpos fracos que possivelmente sofreram diluição na etapa da mistura. Não há um exame padrão-ouro para o diagnóstico da SAF, e a pesquisa do ACL ainda demanda uniformização da técnica e da interpretação.

Palavras-chave: trombose venosa; aborto; anticorpos antifosfolipídios; anticoagulante lúpico.

ABSTRACT

INTRODUCTION: Thrombophilia is a thrombosis susceptibility of genetic, acquired or mixed nature. Among acquired causes, the antiphospholipid syndrome (APS) stands out as an autoimmune disease characterized by antiphospholipid antibodies, thrombotic events or recurrent gestational loss. Laboratory diagnosis is based on the detection of lupus anticoagulant (LAC), anti-β2-glycoprotein 1 and anticardiolipin; however the determination of LAC still demands uniformity. The last guideline published by the Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI) prioritizes the screening and confirmatory steps, to the detriment of the mixing phase.
OBJECTIVES: To compare the forms of releasing the LAC and to adopt an investigation protocol in agreement with the international guidelines.
METHODS: Thirty-six samples with prolonged results in the screening step by the dilute Russell viper venom time (dRVVT) or activated partial thromboplastin time (APTT) were subjected to the mixing steps (1:1) and to the confirmatory steps with high concentrations of phospholipids.
RESULTS: For APTT, values whose indexes of circulating anticoagulant (ICA) were greater than 15% were considered positive. For dRVVT, the ratio between screening and confirmation was also used. Of the 36 tested samples, 14 showed correction in the mixing step, but only one resulted negative.
CONCLUSION: ICA aided in identifying the weak antibodies that were probably diluted in the mixing step. There is no gold standard test for the diagnosis of APS, and LAC detection still requires standardization of technique and interpretation.

Keywords: venous thrombosis; habitual abortion; antiphospholipid antibodies; lupus coagulation inhibitor.