Apolipoprotein E and PAI-1 gene polymorphisms and no association with arterial ischemic stroke and peripheral arterial disease manifestations

Fernanda Cristina G. Evangelista; Danyelle R. A. Rios; Daniel D. Ribeiro; Maria das Graças Carvalho; Luci Maria S. Dusse; Ana Paula L. Mota; Ana Paula S. M. Fernandes; Adriano de Paula Sabino
J. Bras. Patol. Med. Lab. 2018;54(3):138-145
DOI:10.5935/1676-2444.20180026

RESUMO

INTRODUÇÃO: A trombose arterial é considerada uma doença multifatorial, resultante da interação de fatores de risco genéticos e adquiridos.
OBJETIVOS: O objetivo deste estudo foi investigar a presença dos polimorfismos nos genes do inibidor da ativação do plasminogênio tipo 1 (PAI-1) e da apolipoproteína E (ApoE), bem como suas interações com níveis de PAI-1 e lipídios e perfis de apolipoproteína, respectivamente, além das frequências desses polimorfismos e sua associação com trombose.
MÉTODOS: Noventa e sete pacientes [48 com acidente vascular cerebral isquêmico arterial (AVC) e 49 com doença arterial periférica (DAP)], tratados no serviço médico de hematologia, foram incluídos neste estudo. Os polimorfismos também foram investigados em 201 indivíduos-controle. Os polimorfismos foram investigados por reação em cadeia da polimerase-fragmento de restrição polimorfismo (PCR-RFLP).
RESULTADOS: Para o polimorfismo PAI-1, havia 54,2% genótipos heterozigotos (HT) e 12,5% genótipos de homozigoto (HM) no grupo dos pacientes, e 52,7% genótipos HT e 21,3% genótipos HM nos grupos-controle. Para o polimorfismo da ApoE, havia 56,3% (ε3ε3), 6,3% (ε4ε4), 8,3% (ε2ε3), 4,2% (ε2ε4) e 24,9% (ε3ε4) nos pacientes, e 61,2% (ε3ε3), 4,5% (ε4ε4), 8% (ε2ε3), 4,5% (ε2ε4) e 21,8% (ε3ε4) nos controles.
CONCLUSÃO: Nenhuma diferença significativa foi observada comparando pacientes e controles. Neste estudo, não foi encontrada associação entre a presença dos polimorfismos avaliados e a ocorrência de eventos trombóticos.

Palavras-chave: trombose; apoenzimas; polimorfismo genético.

ABSTRACT

INTRODUCTION: Arterial thrombosis is considered a multifactorial disease, resulting from the interaction of genetic and acquired risk factors.
OBJECTIVES: The aim of this study was to investigate the presence of the polymorphism in inhibitor of plasminogen activator type 1 (PAI-1) and apolipoprotein E (ApoE) genes and its interactions with PAI-1 levels and lipids and apolipoprotein profiles, respectively, as well as the frequencies of these polymorphisms and their association with thrombosis.
METHODS: Ninety-seven patients [48 with arterial ischemic stroke (IS) and 49 with peripheral arterial disease (PAD)], treated at the hematology medical service were included in this study. Polymorphisms were also investigated in 201 control subjects. Polymorphisms were investigated by polymerase chain reaction-restriction fragment length polymorphism (PCR-RFLP).
RESULTS: For the PAI-1 polymorphism, there were 54.2% heterozygous (HT) genotypes and 12.5% homozygous (HM) genotypes in the patients’ group, and 52.7% HT genotypes and 21.3% HM genotypes in the controls. For the ApoE polymorphism, there were 56.3% (ε3ε3), 6.3% (ε4ε4), 8.3% (ε2ε3), 4.2% (ε2ε4) and 24.9% (ε3ε4) in the patients, and 61.2% (ε3ε3), 4.5% (ε4ε4),8% (ε2ε3), 4.5% (ε2ε4) and 21.8% (ε3ε4) in the controls.
CONCLUSION: No significant difference was observed by comparing patients and controls. In this study, no association was found between the presence of the evaluated polymorphisms and the occurrence of thrombotic events.

Keywords: thrombosis; apoenzymes; polymorphism genetic.